Apresentação
O presente espaço visa a divulgação, discução e difusão das produções artísticas elaboradas pelos integrantes do blogger. A facilitação do contato com o universo da Arte rompe fronteiras ao tempo que une culturas, artistas e admiradores da Arte, em suas diversas linguagens. Os conteúdos postados- produções e textos- servirão de base para uma maior fruição e reflexão sobre a Arte de um modo geral. A continuidade do fazer artístico como forma de crescimento individual e coletivo, do próprio blogger e seus visitantes.
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Arte Oriental
Olá pessoal
para começar a nossa conversa sobre arte oriental eu vou começar falando sobre o Japão. no decorre dos meses vamos falando de outros países da Ásia. Então segue abaixo O primeiro texto:
As primeiras formas de arte no Japão
Segundo FURYAMA (2008, p. 9)
durante a reforma em 1935 dos templos de Toshodaiji e Horyuji, ambos
localizados em Nara, foram descobertas sobre o teto e paredes desses templos,
desenhos que datavam do século VII. De acordo o autor, eram desenhos
caricaturais de animais e pessoas exageradas e voltadas para o humor, mas não
se caracterizavam como origens do mangá, apesar de ser um forte indício de que
a arte já era muito presente na cultura japonesa.
Mais tarde, como afirma FURUYAMA (2008,
p. 9) nos século XI e XII, um tipo de desenho era pintado sobre um grande rolo,
que era desenrolado a medida que o narrador contava a história referente ao
desenho, se tornou muito popular: os e-makimono. O mais curioso nestes desenhos
é que já se aplicavam a eles uma noção de sequencia, apesar de não obedecer os
padrões artísticos e visuais utilizados nas histórias em quadrinhos atuais. De
acordo com LUYTEN (2000, p.91) a mais famosa chama-se chojugiga e foi feita pelo monge Kakuyu Toba(1033-1140)
que possui também a autoridade de pelo menos quatro outras obras. Hoje esta
obra esta conservada no templo Kozangi em Kyoto como um tesouro nacional.
Conforme diz LUYTEN (2000) durante o
período de Kamakura, considerado um período violento, se estabeleceu pela primeira
vez um governo militar no Japão, trazendo
a discriminação de novas seitas budistas por todo o país e culminando
com o aparecimento monjes que se destacavam por que apesar das perseguições
conseguiam a paz espiritual e tranquilidade a todas as pessoas. Segundo ela,
graças a isso, começou a parecer um novo tipo de manifestação artística que era
feita de maneira paralela aos ensinamentos da doutrina budista. Era um estilo
de arte visual que buscava a reflexão por parte do observador acerca de sua
estupidez e culpa pela guerra.
LUYTEN (2000) ainda afirma que no século XV
foi produzida a obra prima desse modelo artistico: Hyakki Yakko ( a caminhada
noturna de cem demônios) de autoria de Mitsunobu Tosa, produzido com desenhos
coloridos que retratavam cem demônios brincalhões e saltitantes com
instrumentos se divertindo durante a noite depois desaparecendo com os
primeiros raios de sol da manhã, inspirando muitos artistas e mangakás modernos
em suas criações. Realmente é perceptível a influencia desta obra nos mangakás
até os dias de hoje, tendo em vista a quantidade de mangás envolvendo youkais
como os apresentados na obra.
Mas foi na era de Edo que os trabalhos artísticos se intensificaram:
A gama de
trabalhos japoneses com complementos gráficos aumentou, talvez pela crescente
demanda por entreterimento e pela escassez de produtos importados, uma vez que
a politica governamental de Tokugawa barrava esses produtos . De acordo com
ele, surgiram “Zenga” que, traduzido seria “imagen zen”, gravuras caricaturais
monocromáticas que eram utilizadas durante as meditações. (FURUYAMA, 2008, p.
13)
Além dos Zenga, outra
forma de trabalho gráfico despontou neste período: O Ukiyo-E como diz FURUYAMA
(2008, p. 14) “Durante a urbanização promovida no final do século XVI, a classe
dos comerciantes artesãos citadinos (chonin) começaram a produzir livros que
sempre possuíam no seu interior varias ilustrações”. Segundo afirma LUYTEN
(2000) ukiyo-e Significa vida mundana, e seus principais temas iniciais eram
homens e mulheres mundanas, cenas de peças teatrais, beldades, atores e
lutadores de sumo e só posteriormente passaram a incluir temas históricos,
pássaros, flores e etc. De acordo com a autora foi nesta época que surgiu o
termo “Mangá” e o primeiro mangá em si:
É Katsuhika Hokusai
(1760-1849), que deu aos quadrinhos japoneses o nome de mangá. É formado pela
união do ideograma “man” (irrisório) e “ga” (imagem), ou seja, cartoons,
caricaturas e impressos de história em quadrinhos. O primeiro mangá lançado
neste período foi Tobae Sankokushi de autoria de Oka Shumboka. (LUYTEN, 2001, p.95)
Através desta colocação da autora,
posso enxergar o pontapé inicial rumo ao mangá moderno, apesar de que para
todos os efeitos todas as outras formas de expressão artísticas citadas
anteriormente deram sua contribuição o que é inegável. “Ainda hoje pode-se
notar que o ukiyo-e influencia ou é base
do traço de muitos mangás modernos, como por exemplo o Lobo solitário”.
(FURUYAMA, 2008, p.16)
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Arte Brasileira - Arte Indígena
Além da Arte Primitiva há que se considerar, na evolução
da Arte Brasileira, a Arte Indígena, que desempenhou importante papel como
construção e consolidação de uma cultura específica, e que muita contribuição
deixou para os artistas estrangeiros que aqui vieram no início da colonização,
como também para os artistas brasileiros, que muitas das vezes foram beber nas
origens indígenas para compor suas produções.
A Arte Indígena despontou primeiramente na arquitetura,
como necessidade de abrigo além das cavernas, não tendo a preocupação com a sua
decoração, mas, como diz Rubens (1941, 15)
Destacando-se
na arte plumaria, em que fixou primores, fazendo do mesmo passo armas
guerreiras, instrumentos sonoros e utensílios domesticos, assim como mostrou
evidente inclinação para a musica, dansa e o canto.
Destacam-se duas civilizações
artísticas da Amazônia, com estilos diferentes: a Marajó (Ilha de Marajó) e a
Tapajós (Ilha de Santarém), com a cerâmica da primeira descoberta em 1870, com
vasto material sendo encontrado até os dias de hoje. Já a cerâmica tapajara foi
conhecida em 1923, com o material encontrado ser considerado um catálogo da fauna regional, composto
principalmente de pequenos vasos, divididos em dois tipos: o primeiro e uma
taça que, por intermédio de três figuras femininas, repousa num suporte em
forma de carretel e o segundo lembra uma lâmpada oriental com um gargalo
emergindo no centro de duas asas com estilização de cabeças de pássaros ou de
jacaré (MONTERADO, 1978).
A arte dos Marajoaras abriga ainda ar urnas funerárias,
com formas variadas de naveta ou galera e outras de grande terrinas
retangulares, que representavam animais como o jaboti, a lhama, a anta e a
tartaruga. Em sua cerâmica, constam símbolos próprios destes indígenas, em
baixo e alto relevo, na gravura e na pintura. Já os Tapajós não enterravam seus
mortos, o que leva a crer que sua cerâmica tinha uma utilidade imediata,
prevalecendo na sua confecção uma finalidade estética, apresentando uma pronunciada
evolução do desenho decorativo para a modelagem, como um processo de evolução
da escultura. (MONTERADO, 1978).
Grande parte das peças indígenas dessas duas tribos
encontra-se guardada e conservada no Museu Goeldi, em Belém do Pará, e no
Instituto Histórico e Geográfico do Amazonas, em Manaus.
Alana
Águida Berti
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Arte Brasileira - Arte Rupestre
A
Arte Brasileira tem como referência a arte de Portugal, diante da colonização
ocorrida em nosso território, e que sofreu influências de artistas portugueses
que para cá vieram, bem como dos holandeses, comandados por Mauricio de Nassau,
que não consideravam os artefatos produzidos pelos indígenas locais como arte.
Porém, não se pode deixar de
reconhecer que antes mesmo do descobrimento do Brasil, já existiam
manifestações artísticas através de pinturas rupestres, sendo que as manifestações
mais antigas foram encontradas no Estado do Piauí cerca de 13000 a.C., na
chamada serra da Capivara. Também há registros de pinturas rupestres nos
estados da Paraíba (Pedra Pintada), Minas Gerais (cavernas do vale do Peruaçu e
Lagoa Santa) e no Paraná. Os materiais
utilizados são osso, chifre, pedra e argila.
No estado do Paraná, em recente estudo arqueológico
realizado por Gomes (2011), constatou-se que o atual território do Paraná abrigou uma grande diversidade de
vestígios arqueológicos relativos a sociedades pré-coloniais e coloniais, das
quais conhecemos alguns de seus aspectos culturais desde o ponto de vista
arqueológico ao antropológico, tendo sido localizados centenas de sítios
arqueológicos em Piraí do sul, Ponta Grossa, Castro, Tibagi, Sengés e demais
áreas do nordeste do Estado. A pintura rupestre em Piraí do Sul foi
‘descoberta’ pelo proprietário da Fazenda das Cavernas, após ler na Revista O
Cruzeiro, de janeiro de 1956, artigo do paleontologista dinamarquês Peter Lund
sobre a mesma arte em Lagoa Santa-MG; desde então vem despertando a curiosidade
e os estudos na região, embora o lugar seja de difícil acesso e esteja exposto
às intempéries, o que gera o seu desgaste.
A maioria das representações pré-históricas na região dos
Campos Gerais encontra-se em áreas particulares e de difícil acesso, muitas das
vezes não relevadas e/ou preservadas pelos respectivos proprietários, que
talvez desconheçam seu valor e importância para o conhecimento de nossa própria
cultura e raízes. Mas ainda assim são registros que não podem deixar de ser
reconhecidos e estudados, para que a Arte Brasileira possa construir sua
própria historia.
Imagem- veado branco dirigindo-se dentro do signo gradeado, cidade de Piraí do Sul-PR
Imagem- veado branco dirigindo-se dentro do signo gradeado, cidade de Piraí do Sul-PR
REFERÊNCIAS
GOMES, C. de S. As representações geométricas e zoomorfas
da tradição planalto. A arte nos Campos Gerais. Curitiba: Secretaria de
Estado da Cultura, 2011.
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Expoição das obras de João Turin no Museu Oscar Niemeyer
Tema da Exposição: João Turin- Vida, Obra, Arte
Curadoria de Teixeira Leite
Fotografias de Patrícia Silva de Oliveira
Referência:
http://www.cultura.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=261
Curadoria de Teixeira Leite
A Exposição homenageia o pintor e escultor paranaense João Turin, é uma exposição interativa, o público pode tocar nas obras para sentir o material, as formas e a essência do trabalho. Foi montado na sala do Olho todo um cenário para a exposição. Podemos ver a reprodução de uma Capela onde se encontra a obra "Pietá", foi reproduzido o quarto e o atelier do escultor. Essa é uma das mais belas exposições que o MON já apresentou, vale à pena visitar.
A mostra traz 130 bronzes, a maioria exibidos pela primeira vez, além de pinturas, desenhos, cartas, estudos e esboços.
João Turin foi considerado o precursor da escultura no Paraná, nasceu em 21 de setembro de 1878 em Morretes- Paraná e faleceu em Curitiba no dia 09 de julho de 1949 aos 70 anos.
De formação acadêmica, iniciou seus estudos na Escola de Artes e Ofícios de Antônio mariano de Lima em Curitiba. Aos 27 anos foi para a Bélgica e especializou-se em escultura na Real Academia de Belas Artes de Bruxelas. João Turin possui várias obras em locais públicos de Curitiba.
Fotografias de Patrícia Silva de Oliveira
Referência:
http://www.cultura.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=261
segunda-feira, 21 de julho de 2014
A ARTE, O BELO E SEU CAMINHO NA HISTÓRIA.
Sempre que pensamos
ou falamos sobre arte, somos tomados por algumas dúvidas. Afinal, o que é arte?
O que são estas manifestações humanas que sempre acompanharam o homem em todo o
seu desenvolvimento?
Uma única resposta,
no entanto, não é tarefa fácil. Que trata a arte de manifestações humanas é
incontestável, feita por homens e para homens. Que no decorrer da história teve
em alguns momentos caráter meramente utilitário e funcional é verdadeiro. Que é
um poderoso meio de comunicação, que também é feita para o deleite do homem e
para sua fruição, que exprime sentimentos, emoções, que retrata, enaltece,
exorta e que nos induz à contemplação também é certo.
Sabemos que a
arte acompanha o homem e nos conta dele nas diversas épocas da história. Fala-nos da religião, do sobrenatural, da
mitologia, do irreal, de sonhos. Através dela entendemos muitas situações
vividas pela humanidade. Neste percurso, porém, a arte foi se transformando nas
diversas sociedades e no tempo, assumindo características próprias amoldadas
por seu contexto histórico, social, político e geográfico. Contava de seu povo
e de suas circunstâncias. Falava do homem da época, seus anseios, medos e
aspirações. Expressava o homem do seu tempo.
Assim, podemos
dizer que muito se sabe sobre um povo quando se estuda sua arte.
Outro desafio enfrentado
por aqueles que de algum modo se interessam por arte, por entendê-la, por
conhecê-la, refere-se ao conceito do belo.
Muito se fala em arte como a atividade humana
dedicada à criação de coisas belas e, em assim concebendo, temos um conceito de
fácil compreensão, porém um conceito simplista e primário. A arte carrega em
seus significados uma maior complexidade, cujos sentidos, conteúdos e alcance
são maiores que os simples valores de beleza a ela atribuídos. E ainda mais, os
mesmos atributos do belo, são variáveis conforme já falamos, no tempo e no espaço.
Desta forma, temos hoje como obra de arte objetos de outras épocas e outras
civilizações sem entendermos totalmente o que estes objetos significavam quando
foram concebidos.
Assim, como nos
coloca Gombrich (1999), ignoramos como a arte começou, no entanto, se
aceitarmos que arte significa construções de templos, pinturas, esculturas,
nenhum povo existiu e existe no mundo sem arte. Se, porém, entendermos a arte
como tão somente a manifestação do belo, do luxo, daquilo que nos deleita e
está muitas vezes em museus, teremos que reconhecer que essa nominação, bem
como essa finalidade, é bem recente em nossa história. Refletir sobre a arte
tendo em vista tão somente a beleza pode converter-se em um obstáculo, se nos
levar a rejeitar obras que não nos sejam tão sedutoras e nem se apresentem tão
belas.
Foram
entretanto os gregos os primeiros a considerar a beleza como um critério para
se valorar uma determinada coisa. Para eles, era pela contemplação do belo que
se atingia um prazer espiritual, que ia além de qualquer dimensão funcional ou
simbólica dos objetos. Para tanto a beleza para ser ideal deveria assentar-se
em princípios de ordem, simetria, proporção e regularidade. Foi esse “modelo clássico” da Grécia antiga
que tem sido uma referência presente e recorrente em diversos movimentos
artísticos no decorrer de nossa história, como, por exemplo, o Renascimento e o
Neoclassicismo, chegando até mesmo em alguns momentos ao século XX com a arte
moderna e contemporânea.
Ainda assim,
vale ressaltar de que a idéia do que é belo e do que não o é pode ser muito
diferente entre os diversos povos e até para um mesmo povo e uma mesma
sociedade pode mudar ao longo do tempo. Há que se frisar, porém, que embora
mutável através dos tempos a idéia do belo permanece fortemente ligada à ideia
da produção artística (Prette, 2008).
Hoje,
entretanto, a arte é um conceito aberto, ainda que nunca se possa perder de
vista sua dimensão histórica. Toda obra de arte tem algo de indescritível, de
simbólico, de único em sua caracterização como tal. É urgente nos despirmos dos
preconceitos para que possamos ter a possibilidade de nos admirarmos de todas
as criações da criatura do Criador.
Texto de Andréa Varassin
Referências:
GOMBRICH, E. H. A história
da arte. 16e. Rio de Janeiro: LTC, 1994.
PRETTE, Maria Carla. Para
entender a arte. São Paulo: Globo, 2009.
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